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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Poesia O bicho - Interpretação textual


O Bicho


Vi ontem um bicho
Na imundice do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa;
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Manuel Bandeira. Rio, 27 de dezembro de 1947.
  
1. A expressão “Meu Deus” significa que o autor:
a) (     ) alegrou-se com a cena.                    
b) (     ) ficou indiferente.
c) (     ) solucionou um problema social.
d) (     ) fiou chocado com o espetáculo.

2. A causa principal da nossa admiração pela poesia é por que:
a) (     ) o autor retratou a cena que humilha a condição humana.                              
b) (     ) o autor procurou comparar o homem com cães e gatos.
c) (     ) o homem já não vive mais nesse ambiente de miséria.
d) (     ) é falsa a notícia de que a humanidade passa fome.

3. Essa admiração nos dá o sentimento de:
a) (     ) prazer.
b) (     )admiração.
c) (     ) pena.
d) (     ) desprezo.

4. A intenção do autor ao usar a palavra “bicho” parece que:
a) (     ) procurou chamar a nossa atenção para animais do lixo.                 
b) (     ) a história é mesmo sobre um lixo.
c) (     ) o homem se viu reduzido a condição de animal.
d) (     ) o homem deve ser tratado como animal.

5. O que motivou o bicho a catar restos foi:
a) (     ) a própria fome.
b) (     ) a imundice do pátio.
c) (     ) o cheiro da comida.
d) (     ) a amizade pelo cão.

6. O assunto do texto é:
a) (     ) a imundice de um pátio.
b) (     ) um bicho faminto.
c) (     ) a comida que as pessoas jogam fora.
d) (     ) a triste situação de um homem.

7. Destaque o verbo nesta frase: “Vi ontem um bicho na imundice do pátio.” 

8. Este poema serve para:
a) (     ) distrair.
b) (     ) informar sobre um acontecimento.
c) (     ) partilhar um sentimento.
d) (     ) informar sobre a vida de um homem.

9. Esse texto apresenta:
a) (     ) fato.
b) (     ) opinião.
c) (     ) descrição.

Ter cuidado com a internet


Ter cuidado com a Internet


Há pessoas que usam tanto a Internet que passam horas conectadas em rede na frente de um computador. Isso não é bom, porque ela deixam de realizar muitas outras atividades fundamentais, como se relacionar com a família e falar com amigos.
            É necessário estar atento, pois nem sempre a informação que encontramos na Internet é real.
Nos jornais, no rádio e na televisão, a veracidade da informação é de responsabilidade dos jornalistas e diretores que respondem pelas conseqüências de uma informação falsa. No entanto, com a Internet, não é bem assim. Por ser um meio de comunicação sem restrições, qualquer pessoa pode passar mensagens e há quem se aproveite dessa liberdade divulgando informações falsas ou enganosas.
Ana Teberosky e Cesar Coll.
Aprendendo Português. São Paulo: Ática, 2000.

COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO:

1)  De acordo com o texto, qual seria o lado negativo da internet?
2)  Além da internet, quais outros meios de comunicação citadas no texto?
3)    Segundo o texto, por que não é bom que as pessoas passem horas conectadas em rede na frente do computador?
1)  Leia o trecho:
       “...isso não é bom, porque ELAS deixam de realizar muitas outras atividades fundamentais, como se relacionar com a família e falar com amigos”.

a)  A palavra destacada refere-se a:

(     )  internet                 (     )  pessoas                (     )  liberdade

b) As palavras REALIZAR, RELACIONAR e FALAR  são palavras que indicam:

(     )  ação                  (     )  estado                      (     )  fenômeno natural



Fábula de Monteiro Lobato - AS duas cargas



As duas cargas

Dois burros caminhavam lado a lado, um com uma carga de açúcar, outro com carga de algodão.
            O primeiro era considerado uma criatura de grande saber e via-se forçado, até mesmo, a andar de óculos, por ter o costume de ler à noite sob a pouca luz da estrebaria.
            Com sua previdência habitual, chamou a atenção para os acidentes do caminho, aconselhando cautela, ao que o outro retrucou:
            -- Não há perigo. Basta seguirmos os rastros de quem já passou por aqui.
            -- É preciso não esquecer - disse o de óculos - que por onde passou um,  pode não passar um outro.
            -- Ora, que bobagem! Pois se já seguiram esta trilha vários outros na nossa frente e nada lhes aconteceu, nada nos acontecerá também.
            -- Não, amigo, não penso assim. Acredite, sou mais velho que você, mais experiente, e sei que nem sempre o que é bom para alguém é bom para os demais.
            Neste ponto alcançaram um rio cuja ponte havia caído naquela manhã.
            -- Que faremos? Perguntou o burro do algodão.
            -- O jeito é passar a vau - respondeu o outro. E, assim dizendo, lançou-se na correnteza. Como o açúcar dissolvia-se na água, pôde chegar tranqüilamente à margem oposta.
            O burro do algodão, teimosamente, pensou:
            -- Se ele passou, também eu passarei - e meteu-se no rio.
            Mas sua carga, em vez de dissolver-se, como o açúcar, cresceu, inchou, aumentou tanto de peso, que o pobre burro acabou por afundar.
            Enquanto isso, já na margem oposta, pensava com seus botões o burro sábio:
            -- Ah, amigo, bem que lhe dizia! É inútil seguir as pegadas alheias! Cada qual deve trilhar o seu próprio caminho.
                                               Versão da Generali do Brasil, inspirada nasFábulas  de Monteiro Lobato, Ed. Brasiliense.

VOCÊ ENTENDEU BEM O TEXTO?

1 - Quais são os personagens do texto? 

2 - Você deve ter percebido que, no texto, os burros pensam de maneira diferente. Aponte a diferença: 

3 - Que conselho o burro sábio e precavido deu ao companheiro?

4 - O conselho foi bem aceito pelo outro burro? Comprove sua resposta com uma frase do texto: 
5 - No sétimo parágrafo, o burro experiente tentou convencer o amigo:
(    ) com agressividade                    (    ) aos berros              (    ) com calma

6 - Transcreva o parágrafo do texto que narra o insucesso do burro do algodão: 
7 - A causa maior do afogamento do burro do algodão foi:
(    ) sua calma                                         (    ) sua pressa                              
(    ) sua teimosia                                    (    ) a profundeza do rio

8 - Na expressão  “o pobre burro acabou por afundar”, o adjetivo pobre significa:
(    ) sem dinheiro                              (    ) infeliz

9 - A idéia central está  expressa (ou repetida) no texto três vezes, mas com palavras diferentes. Assinale abaixo os três itens que trazem a idéia central do texto:
(    ) “Não há perigo. Basta seguirmos os rastros de quem já passou por aqui.”
(    ) “... por onde passou um, pode não passar um outro.”
(    ) “... sei que nem sempre o que é bom para alguém é bom para os demais.”
(    ) “Se ele passou, também eu passarei.”
(    ) “É inútil seguir as pegadas alheias! Cada qual deve trilhar o seu próprio caminho.”

10 - Qual é a mensagem da fábula? Comente:

11 - Na sua opinião, o que pode acontecer às pessoas que tomam atitudes baseadas apenas em experiências alheias? Devemos levar em conta também as experiências e conselhos dos outros? Explique. _

12 - Explique o sentido das expressões:
                                   “Maria-vai-com-as-outras.”

                                   “As aparências enganam"


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Leitura de fruição



Leitura de fruição: Cachorrinho Manco

Diante de uma vitrine atrativa, um menino pergunta o preço dos filhotes à venda. 
"Entre 30 e 50 reais", respondeu o dono da loja.


O menino puxou uns trocados do bolso e disse:


- "Eu só tenho  5 reais, mas eu posso ver os filhotes?"


O dono da loja sorriu e chamou  Lady, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pelo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, mancando de forma visível.


Imediatamente o menino apontou aquele cachorrinho e perguntou:]


- "O que é que há com ele?"


O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril, sempre mancaria e andaria devagar. O menino se animou e disse:


- "Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!"


O dono da loja respondeu:


- "Não, você não vai querer comprar esse. Se você realmente quiser ficar com ele, eu lhe dou de presente."


O menino ficou transtornado e, olhando bem na cara do dono da loja, com o seu dedo apontado, disse:


- "Eu não quero que você o de para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou  5 reais agora e  5 reais por mês, até completar o preço total."


O dono da loja contestou:


- "Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos."


   O  menino abaixou e puxou a perna esquerda da calça para cima, mostrando a sua perna com um aparelho para andar.


Olhou bem para o dono da loja e respondeu:


- "Bom, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso."

Lenda A mãe de ouro


Lenda da Região Centro Oeste: A Mãe do Ouro

Lenda da Região Centro Oeste: A Mãe do Ouro
     Havia em Rosário, às margens  do rio Cuiabá, um rico senhor de escravos, de modos rudes e coração cruel. Seus escravos diariamente vinham de lhe trazer alguma quantidade do precioso metal, sem o que eram levados para o tronco .
      Tinha ele um escravo já velho a quem chamavam pai Antônio, que levou uma semana inteira sem encontrar um grão de ouro e, assim, dia menos dia lá iria ele para o castigo. Certo dia, em vez de trabalhar, deu-lhe tamanho desespero, que saiu andando à toa pelo mato. Sentou-se no chão, cobriu as mãos e começou a chorar. Chorava e chorava, sem saber o que fazer. Quando descobriu o rosto, viu diante dele, branca como a neve, e com uma linda cabeleira cor de fogo, uma formosa mulher.
     – Por que está triste assim, pai Antônio?
     Sem se admirar, o negro contou-lhe a sua desventura. E ela:
    - Não chore mais. Vá comprar-me uma fita azul, uma fita vermelha, uma fita amarela e um espelho.
     Saiu o preto do mato às carreiras, foi à loja, comprou o espelho e as fitas mais bonitas que achou, e voltou a encontrar a mulher dos cabelos de fogo.
    - Não conte a ninguém o que aconteceu.
    Pai Antônio correu, tomou a bateia e começou a trabalhar. Cada vez que peneirava o cascalho, encontrava muito ouro. Contente da vida, foi levar o achado ao patrão.
    Em vez de se satisfazer, o malvado queria que o negro contasse onde tinha achado o ouro.
    – Lá dentro do rio mesmo, sinhozinho.
    – Mas em que altura?
    - Não me lembro mais.
     Foi amarrado no tronco e maltratado. Assim que o soltaram, correu ao mato, sentou-se no chão, no mesmo lugar onde estivera e chamou a Mãe do Ouro.
    – Se a gente não leva ouro, apanha. Levei o ouro, e quase me mataram de pancada.                        Agora, o patrão quer que eu conte o lugar onde o ouro está.
    – Pode contar – disse a mulher.
     Pai Antônio indicou ao patrão o lugar. Com mais vinte e dois escravos, ele foi para lá. Cavaram e cavaram. Já tinham feito um buracão quando deram com um grande pedaço de ouro. Por mais que cavassem não lhe viam o fim. Ele se enfiava para baixo na terra, como um tronco de árvore.
     Abriram para isso um buraco enorme. De repente tudo ruiu e os homens rolaram para o fundo da mina, sendo esmagados pela avalanche de terra que sobre eles caiu. Assim morreu o mineiro ambicioso e cruel. E pão Antonio, graças a proteção da  Mãe do Ouro, foi salvo e viveu mais de cem anos, tranqüilo e feliz.
                                                       Theobaldo Miranda Santos
Interpretação
1-     O que os escravos eram obrigados a entregar ao mineiro cruel?
2-     O que a linda mulher pediu ao Pai Antonio?
3-     Quem era essa moça?
4-     O que aconteceu com os homens que foram cavar o buraco?
5-     O que essa lenda procura explicar?

Parlendas com ilustrações para colorir


Interpretação de biografia _ Leonardo da Vinci


Leonardo da Vinci (1452 - 1519)

            Todos os entendidos em pintura são unânimes em considerar Leonardo da Vinci um dos maiores pintores de todos os tempos. Sua tela intitulada La Gioconda é o quadro mais famoso do mundo. Mas, se não tivesse jamais pegado num pincel,  ainda assim teria atingido a celebridade, pois foi também um grande inventor. De fato, foi ele o inventor do carrinho de mão, de carros de combate, de veículos de lagartas (esteiras); fez plantas de dezenas de armas e de máquinas; experimentou protótipos de aviões (helicópteros) e de submarinos. Pintor e inventor, Leonardo da Vinci também era poeta, músico e escultor. Podemos dizer que, em toda a historia, nenhum homem conseguiu possuir maior numero de conhecimentos humanos, ninguém dominou tantos ramos das ciências e das artes como Leonardo da Vinci: foi o maior gênio da humanidade.
            Leonardo nasceu na pequena aldeia de Vinci, na Itália. Ainda criança, passava a maior parte do tempo com os avós paternos. A casa era grande e havia muitos criados. Leonardo era um belo menino de cabelos cachead0s e de grandes olhos azuis. Quando completou treze anos, foi viver com o pai em Florença, onde encontrou um grande grupo de irmãos e irmãs por parte de pai. Verificando que o rapazinho se interessava pela pintura o pai confiou-o ao pintor Verrochio, excelente professor.
            No fim de alguns anos o pai de Leonardo não quis mais pagar os estudos do filho, porque achava que o moço gastava muito tempo em estudar pedras e plantas, em observar o vôo das aves para compreender o funcionamento de organismo delas, e em construir modelos de máquinas. Mas Leonardo continuou na casa de Verrochio, na qualidade de assistente, até a idade de 25 anos. Então, estabeleceu-se por conta própria em Florença, passando depois a Milão, Veneza e finalmente à França, onde terminou seus dias.
            Leonardo tinha idéias que outros pintores gostavam de copiar. Mas deixou poucas obras. Não por falta de imaginação, pois são inúmeros os esboços e os desenhos a pena que nos deixou, mas porque se interessava por tantos assuntos, que não conseguia ficar com o pincel na mão por horas a fio.
            Alguns de seus quadros se perderam por tentar fazer experiência . Por exemplo no celebre quadro a ceia, pintado na capela do convento de Santa Maria das Graças, em Milão, empregou o método "sem óleo". Esse quadro já se tornara célebre antes de terminado, já começava a descascar.
            Até hoje se procura saber a significação do sorriso de Mona Lisa, La Gioconda. Essa jovem mulher existiu realmente. Seu esposo pediu ao mestre que fizesse o retrato dela. Uma vez terminado, o artista gostou tanto de sua obra, que não quis separar-se dela. Levou-a para a França, onde passou os últimos anos na corte de Francisco l.

Retirado da enciclopédia Delta Júnior, v.7, Delta.
Análise e reflexão da língua

1)   Que homem incrível foi Leonardo da Vinci, não?! Você já conhecia alguma coisa da vida dele? De tudo o que aprendeu sobre ele, escreva o que mais impressionou você.

2)   "No fim de alguns anos o pai de Leonardo não quis mais pagar os estudos do filho" Justifique com informações do texto.

3)   Explique por que Leonardo da Vinci foi o maior gênio da humanidade.

4)Pensando a respeito do texto responda:

a)   Que informações uma biografia nos oferece?

b)   Estas informações são inventadas ou são ligadas à realidade? Justifique.

c)   Você acha que neste tipo de texto podem aparecer diálogos? Por quê?

d)   Nesta biografia de Leonardo da Vinci é ele mesmo que conta sua vida, ou é outra pessoa quem conta?

e)   O que você observou para chegar a esta conclusão?

5)   Observe os trechos abaixo e verifique se as palavras em destaque podem ou não serem substituídas pela sugestão oferecida.

a)   "Leonardo tinha idéias que outros pintores gostavam de copiar."

sugestão: imitar
Justificativa: _______________________________________________

b)   "Leonardo era um belo menino de cabelos cacheados e de grandes olhos azuis."
sugestões: feio e pequeno
Justificativa: _________________________________________