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domingo, 13 de outubro de 2013

Saresp 3º ano- Simulado


sábado, 28 de setembro de 2013

Recadinho caderno de casa e pasta de leitura


jogo das sílabas


Problemas convencionais - centenas e dezenas


Uma das Marias - Avaliação 5º ano




Avaliação de português - 4º Bimestre 5/6º anos




Poluição dos rios - Menino Maluquinho





1) Quem são os personagens da historinha?


2) Porque nessa historinha aparecem vários pontos de exclamação?


3) No terceiro quadrinho, o que a Carol fez ao descobrir o saco plástico?


4) Porque a Carol chegou a conclusão que fosse poluição?


5) Observe a seguinte frase: O saco plástico foi jogado por banhistas.

O diminutivo da palavra destacada é:
a)(     )sacolão                     b)(     ) saquinho                 c)(     ) sacola


6) “Carol é uma menina muito medrosa”, o adjetivo desta frase é:

a)(     ) Medrosa                       b)(     ) menina                   c)(     ) muito                     


7) Observe a seguinte frase: Carol correu para um lugar distante.

O sinônimo da palavra destacada é:
a)(     ) perto                        b)(     ) longe


8) Reescreva apenas os adjetivos das frases nas linhas abaixo.

a) Uma água-viva é linda.                 
______________________             

b) A Carol é muito medrosa.
______________________

C) Corajoso é o Menino Maluquinho.
______________________

Gabarito:

1 - Carol e menino maluquinho
2 - Por que os personagens estão afirmando
3 - Gritou e saiu correndo de medo dizendo socorro, poluição
4 - Por causa do saco plastico boiando na água
5 - B
6 - 
7 - B
8 - 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Samanta gorducha - Sequencia de atividades com livrinhos PNAIC







 
Em vez de usar seus poderes para emagrecer, Samanta sofre, como qualquer mortal, para perder uns quilinhos e poder entrar numa roupa de festa, pois também quer ficar elegante para o baile.
A vaidosa Samanta não é boa nem má, é apenas uma bruxa gorducha, que vai depender do leitor para chegar ao final feliz.

Autor: Michael Twinn 
Ilustrador: Kathryn Meyrik 
Tema: Bruxos e Bruxas / Diversidade Humana / Aparência física / Hábitos Alimentares / Obesidade / Autoestima 
Tema transversal: Saúde 
Em vez de usar seus poderes para emagrecer, Samanta sofre, como qualquer mortal, para perder uns quilinhos e poder entrar numa roupa de festa, pois também quer ficar elegante para o baile. 
A vaidosa Samanta não é boa nem má, é apenas uma bruxa gorducha, que vai depender do leitor para chegar ao final feliz. 



Propostas de atividades:


1. Conversar e discutir com a classe sobre o recado do autor: "Aceite-se do jeito que você é, e você será mais feliz".

2. Pesquisar, utilizando cálculos matemáticos:
- Quantos dias da semana Samanta e seu gato Tarcísio ficaram no SPA?
- Qual foi o total de exercícios realizados no SPA?
- Entre pedalar e nadar, qual foi o total da quilometragem percorrida?
- Qual foi o dia em que Samanta caiu em um poço de lama?
- Além dos números cardinais, qual é o tipo de numeral utilizado na história?


3. Debater os dois finais da história propostos pelo autor. Perguntar com qual dos finais as crianças mais se identificam.


4. Levantar sugestões com a classe de como devemos agir para ter saúde e um peso ideal para a idade.

Samanta gorducha vai ao baile das bruxas
Samanta cochilava preguiçosamente após um farto jantar.
Acorda, Samanta! O Corvo Correio chegou!
-Oba! Fomos convidados para o Baile das Bruxas!
Samanta e seu gato Tarcísio correram para o quarto.
- Socorro! Não tenho nada para vestir!
No dia seguinte, bem cedo, Samanta montou na sua vassoura.
- Para a loja de roupas, rápido!
A pobre vassoura não agüentou o esforço.
- Não se incomode - disse Tarcísio.
- Eu pego a carroça do dragão.
Após uma sacolejante viagem, eles chegaram à loja de Fenícia.
- Esta é a minha coleção para pessoas cheinhas - disse Fenícia.
- Hum, elas são mesmo umas gatas - falou Tarcísio.
As modelos monstraram de tudo, mas nada que coubesse em Samanta.
- Eu quero tanto ir ao baile - lamentou Samanta.
- O que será que eu posso fazer?
- Só há uma coisa a fazer - disse Felícia.
- Você tem que perder peso. E não existe solução mágica: você tem que ir para um spa. Enquanto você estiver lá, eu lhe faço um vestido.
PRIMEIRO DIA NO SPA
Sejam todos bem-vindos. Especialmente Samanta e Tarcísio.
Estão prontos para começar? Então, vamos lá!
Na ponta dos pés, um, dois, três. Bem esticada, um, dois, três. Para baixo, um, dois, três. Samanta fez isso 124 vezes.
Dobre para a esquerda, um, dois, três. Esticando os braços, um, dois, três. Dobre para a direita, um, dois, três. Esticando os braços, um, dois, três. Relaxando, um, dois, três. Samanta fez isso 427 vezes.
Deitada no chão, um, dois, três. Levanta a perna esquerda, um, dois, três. Para baixo, um, dois, três.Relaxando, um, dois, três. Samanta fez isso 757 vezes.
Depois ela fez 934 flexões. Pensou em comida, mas não comeu nada naquele dia.
SEGUNDO DIA NO SPA
Esta manhã, Samanta, vamos pular corda 2.000 vezes. E ela pulou.
Esta tarde, Samanta, vamos pedalar 18 quilômetros. E ela pedalou.
Pensou em comida, mas não comeu nada naquele dia.
TERCEIRO DIA NO SPA
Esta manhã, Samanta, vamos saltar barreira 800 vezes. E ela saltou.
Esta tarde, Samanta vamos subir pela barra.
Samanta subiu 182 vezes, resistiu à tentação e não comeu nada naquele dia.
QUARTO DIA NO SPA
Hoje vamos atravessar um poço de lama, usando uma corda. Samanta conseguiu 499 vezes. E, aí, caiu lá dentro.
QUINTO DIA NO SPA
Vamos passar o dia na piscina. Samanta mergulhou feliz. Tarcísio desejou ser um cachorro, e até que ficou parecido com um.
Samanta nadou 1500 metros. Sonhava com comida, mas só engoliu água naquele dia.
SEXTO DIA NO SPA
Samanta, este é o último dia.Está na hora da corrida. Vamos lá, Samanta! Você vai conseguir! Toda aquela comida será sua quando você chegar ao final.
- Argh ! É isopor! Eu desisto!
Não precisa, Samanta. Você conseguiu.
Você está magra!
Samanta saiu do SPA e foi direto para loja buscar o seu lindo vestido. Estava divino!
A Festa das bruxas seria no dia seguinte!
Samanta pegou o pacote com o vestido, passou em outra loja, comprou um lindo sapato e foi para casa com seu gato Tarcísio.
Quando chegou no seu enorme castelo, largou os pacotes e foi assistir o filme de terror que passaria na TV.
Junto com o filme ela resolveu saborear uma pipoquinha doce, um chocolate, uns biscoitinhos, um Guaraná...
Quando acabou o filme a bruxinha comilona deu-se conta do que tinha feito....buáaaaaaaa....buáaaaaaaaa....não parava de chorar, já estava inundando o castelo inteiro com tantas lágrimas, nisso seu fiel companheiro Narciso deu-lhe uma luminosa idéia:
-Vá exercitar-se um pouco nas escadas, corra de cima para baixo, de baixo para cima, até que tenhas emagrecido tudo de novo, mas lembre-se que não será sempre que estarei ao seu lado para salvar-te dessas situações.
Finalmemente o grande dia chegou e Samanta estava simplesmente maravilhosa!!!
 



Sequência didática -A casa sonolenta



 Casa Sonolenta
(Andrey Wood)
"Era uma vez uma casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Nessa casa tinha uma cama, uma cama aconchegante, numa casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Nessa casa tinha uma avó, uma avó roncando, numa cama aconchegante, numa casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Em cima dessa avó tinha um menino, um menino sonhando, em cima de uma avó roncando, numa casa aconchegante, numa casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Em cima desse menino tinha um cachorro, um cachorro cochilando, em cima de um menino sonhando, em cima de uma avó roncando, numa casa aconchegante, numa casa sonolenta, onde todos viviam dormindo. Em cima desse cachorro, tinha um gato.
Um gato ressonando, em cima do um cachorro cochilando, em cima de um menino sonhando, em cima de uma avó roncando, numa casa aconchegante, numa casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Em cima desse gato tinha um rato, um rato dormitando, em cima de um gato ressonando, em cima do um cachorro cochilando, em cima de um menino sonhando, em cima de uma avó roncando, numa casa aconchegante, numa casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Em cima desse gato tinha uma pulga.... Seria possível?
Uma pulga acordada, em cima de um rato dormitando, um gato ressonando, em cima do um cachorro cochilando, em cima de um menino sonhando, em cima de uma avó roncando, numa casa aconchegante, numa casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Uma pulga acordada que picou o rato, que assustou o rato, que arranhou o cachorro, que caiu sobre o menino, quem deu um susto na avó, que quebrou a cama, numa casa sonolenta, onde ninguém mais estava dormindo."
"Que todos nós possamos ser em nossos grupos, comunidades, quem sabe, no mundo, esta pulga, pequena, mas acordada...."
Oralidade:
1- Qual é o título e quem é o autor do texto?
2- Quais são os moradores desta casa?
3- O que havia nesta casa?
4- Como viviam os moradores desta casa?
5- Qual foi o fato aconteceu que despertou todos da casa?
6- O que é uma casa aconchegante?
Escrita:
1- Fazer uma lista dos personagens sonolentos na ordem em que eles aparecem na historia:
2- Fazer uma lista dos objetos que aparecem na casa:
3- Que tipo de materiais foi usado para construir a casa?
4-Que outros materiais podem ser utilizados para construir outros tipos de casas?




Apreciação da obra com detalhes:
SEQUÊNCIA DIDÁTICA - A CASA SONOLENTA




1º Momento: Apresentação da História
"Este primeiro momento foi dedicado à narração da história (história com repetições – lengalengas). Iniciamos com a apresentação da capa do livro e questionamentos sobre o que estavam vendo.
Organizei um espaço aconchegante para que este momento pudesse acontecer de maneira especial. Fizemos uma roda e as crianças sentaram sobre um tapete ou sobre almofadas.
Depois de as crianças ouvirem a história, tiveram um tempo para que pudessem expressar suas emoções e impressões. Um tempo para relembrarem os personagens sonolentos e recontarem a história. Para isso, as crianças manusearam o livro e fizeram a leitura das imagens, o que as possibilitou mudar o enredo e criar outras histórias".
2º Momento: A construção da casa sonolenta.
"Para construção da casa, organizei um espaço adequado para trabalhar com papietagem.
As crianças cortaram o papel Kraft (pardo) em pequenas tiras. Escolhemos este tipo de papel (mais grosso), porque nosso objetivo era reforçar a caixa, além de dar a ela uma nova cobertura (papietagem).
A técnica de papietagem consiste em colar papel sobre papel, formando camadas sobrepostas aplicadas sobre uma superfície dura. Para que o trabalho de papietagem tenha maior êxito, será importante deixar secar cada camada para aplicar uma próxima.
Com crianças pequenas, as etapas de cortar o papel e depois colá-lo sobre a caixa, foram realizadas em momentos diferentes (início e final da aula), a fim de não ultrapassar o tempo delas de envolvimento e concentração".
3. Matemática
"Construção de um gráfico: “Quantas pessoas moram com você?”.
Construímos uma tabela com os dados.
Cada criança pegou um cartão numerado com o número de pessoas que moram em sua casa e colou no gráfico (cartaz).
Depois de pronto farão o registro.
Para finalizar fizemos a dobradura da casa".



  

3º Momento: Pintura da caixa/casa. (área externa)
"A caixa será a Casa Sonolenta.
Para esta sessão de pintura, recorremos ao livro e retomamos a história.
 As crianças pequenas adoram ouvir a mesma história muitas vezes.
Observando as imagens do livro, as crianças deveriam identificar a cor da casa (tons de azul) para pintar nossa casa (caixa): também de azul".
Materiais necessários:
• A caixa
• Pincéis, um para cada criança;
• Tintas
Depois de organizados o espaço e o material, mãos à obra!!! A caixa foi colocada no centro do círculo de crianças e elas realizaram a pintura coletivamente.





4º Momento: Construção do mobiliário/cama.
"Para a nossa casa, fizemos a cama, que é o mobiliário de maior referência na história.
Construiremos a cama com caixas pequenas e de um tamanho que caiba dentro da caixa (casa) fechada. Utilizamos uma caixa para representar a cabeceira e outra, para o colchão.
Colocamos uma caixa na outra com fita crepe e posteriormente fizemos a pintura da cama.
As crianças deveriam observar o livro e decidir a cor da cama de acordo com as imagens do livro (marrom)".





5. Informática
Assistimos a apresentação de duas histórias que apresentam repetições (lengalengas) - youtube:
· A casa sonolenta (2:17)
· A velha a fiar (5:00)
Após cada uma das apresentações fizemos a retomada dos fatos.




         
   

5º Momento: Elaboração dos personagens/ montagem da caixa
"As crianças foram solicitadas a trazerem brinquedos que pudessem representar os personagens. Caso não fosse possível utilizá-los, faríamos a elaboração dos que faltassem utilizando materiais recicláveis já coletados".
6º Momento: Brincando e contando histórias com a caixa.
Depois de pronta a caixa, desfrute com o grupo de uma divertida história.
Neste momento, as crianças contaram a história e não apenas ouviram o enredo original. Também puderam manusear os personagens, imaginando e criando diferentes aventuras.



  
Produção de texto

Observe a imagem e escreva o nome dos personagens da história: “A casa sonolenta”


A velha a fiar: o texto, o filme e a interpretação.

Ampliar a habilidade de interpretação textual;
Trabalhar a capacidade de compreensão de texto
Duração das atividades
Quatro aulas de aproximadamente 40 minutos.
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Crianças que já estejam em fase de sistematização e consolidação da base alfabética.

Estratégias e recursos da aula
Atividade 1– Trabalhando com a música
Comece perguntando a turma quem conhece a canção “A velha a fiar”, peça, caso alguém saiba, para cantar um trecho da música. Depois você pode apresentar a reprodução da música abaixo para a turma e pedir que observem juntos:
1) A organização da estrutura de um texto no formato de música.
2) A sequência dos eventos apresentadas nos versos da música e como eles se repetem para formarem juntos um “cenário” do evento a que a música se refere.
A Velha a Fiar
Los Primos
Estava a velha em seu lugar
Veio a mosca lhe fazer mal
A mosca na velha e a velha a fiar
Estava a mosca em seu lugar
Veio a aranha lhe fazer mal
A aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar
Estava a aranha em seu lugar
Veio o rato lhe fazer mal
O rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar
Estava o rato em seu lugar
Veio o gato lhe fazer mal
O gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar
Estava o gato em seu lugar
Veio o cachorro lhe fazer mal
O cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar
Estava o cachorro em seu lugar
Veio o pau lhe fazer mal
O pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar Estava o pau em seu lugar
Veio o fogo lhe fazer mal
O fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar
Estava o fogo em seu lugar
Veio a água lhe fazer mal
A água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar
Estava a água em seu lugar
Veio o boi lhe fazer mal
O boi na água, a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar
Estava o boi em seu lugar
Veio o homem lhe fazer mal
O homem no boi, o boi na água, a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar
Estava o homem em seu lugar
Veio a mulher lhe fazer mal
A mulher no homem, o homem no boi, o boi na água, a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar
Estava a mulher em seu lugar
Veio a morte lhe fazer mal
A morte na mulher, a mulher no homem, o homem no boi, o boi na água, a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar

Atividade 2 – Fazendo a leitura da ficha técnica do curta
Abaixo apresento dois modelos de ficha, fica ao seu critério escolher um deles ou trabalhar os dois comparando-os, o que acredito ser melhor para trabalhar a diferenciação dos tipos de texto do gênero ficha e as informações que trazem.
Com as crianças faça a leitura e discutam as informações dos textos.
A Velha a Fiar
Gênero Ficção
Diretor Humberto Mauro Elenco Matheus Collaço
Ano 1960
Duração 6 min.
Cor Preto e branco
País Brasil Local de Produção: RJ
Ilustração da velha canção popular do interior do Brasil, utilizando tipos e costumes das velhas fazendas em decadência.

Texto 2 A Velha a Fiar
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A Velha a Fiar é um curta-metragem brasileiro de 1964 dirigido por Humberto Mauro, com a música popular homônima cantada pelo Trio Irakitan.
 Uma joia do cinema brasileiro, esse curta-metragem chegou a ser considerado pelos críticos como um dos primeiros videoclipes do mundo. Humberto Mauro, ao não conseguir colocar uma mulher para fazer o papel da velha, colocou seu amigo Mateus Colaço para fazê-lo.
O curta começa com imagens bucólicas da vida rural: bois pastando, a moagem no pilão, os trabalhos do campo, os animais que farão parte da história.
De repente, surge a velha na roca a fiar, quando começa a canção-tema, cantada pelo Trio Irakitan, que apresenta os eventos na ordem que aparecem na canção.
 Comente com as crianças que não há uma história da música em si, por se tratar de uma velha canção popular, mas o vídeo que elas irão assistir é antigo e de grande importância.
Oralmente peça às crianças que justifiquem essa afirmação partindo do que está escrito no segundo texto.

Atividade 3 – Análise do curta metragem.
 Basta clicar no link “Assista” na barra lateral para ter acesso ao vídeo.
Depois que toda a turma assistir ao vídeo, peça às crianças que comentem.
Oriente a discussão para que reflitam sobre a tecnologia que foi utilizada na época, o quanto ela é diferente da atual, se a (s) ficha (s) que leram antes de ver o curta ajudaram na interpretação e compreensão do vídeo.
Depois de fazer esta reflexão coletiva, peça que, individualmente, façam uma pequena redação que contenha informações de todos os textos lidos sobre “A velha a fiar” lembre-os que o curta metragem também é uma forma de texto.
Boa aula!

Recursos Complementares
Você pode encontrar a versão de "A velha a fiar" em áudio no CD Murucututu, do grupo Palavra Cantada, produzido por: Eugênio Tadeu e Miguel Queiroz.

Avaliação
Professor (a) avalie como as crianças observam a apresentação de diferentes formas do texto, em vídeo e em música no caso de “A velha a fiar”.
Elas compreenderam que um mesmo texto pode ser apresentado de diferentes formas?
 Conseguem correlacionar e dar outros exemplos?
(como um livro ou história em quadrinhos que virou filme) E quanto às fichas técnicas: como foi feita a leitura e interpretação?
As crianças compreenderam que se tratava de um texto informativo sobre o filme?
Que observações foram feitas durante a leitura?
A criança conseguiu fazer correlações com coerência?
Toda essa avaliação é processual, ou seja, você poderá, por meio das perguntas sugeridas, verificar a aprendizagem ao longo do processo e realizar as intervenções que julgar importantes para o desenvolvimento das habilidades em questão.



Sequencia didática do livro A casa sonolenta

PROJETO DO LIVRO A CASA SONOLENTA

Resumo
A história da Casa Sonolenta é excelente para a organização de um trabalho interdisciplinar que privilegie a construção de conceitos básicos. A abordagem interdisciplinar evidencia-se na produção artística, no trabalho com dobraduras, na construção de frases e textos e na representação gráfica da quantidade visando à apropriação da linguagem dos signos matemáticos e das operações.

Palavras-chave: Abordagem Interdisciplinar. Construção de Conceitos. Literatura Infantil.

1 Introdução

O trabalho que vamos relatar é um recorte das propostas efetuadas como grupo de professoras responsáveis pelo Laboratório de Aprendizagem, na Escola Municipal Neusa Goulart Brizola, no ano de 2005.
Pensando na demanda de alunos que compõem os nossos grupos de atendimento desde o I ciclo até o II ciclo, verificamos que os mesmos vinham sendo encaminhados para o Laboratório de Aprendizagem com dificuldades na elaboração de conceitos que permeiam as mais variadas áreas do conhecimento: interpretação, compreensão, organização, estabelecimento de relações, noções operacionais, expressão, etc. Por outro lado, verificamos a necessidade de buscar, através dos nossos encontros semanais com os alunos do Laboratório, uma ‘forma’, um ‘jeito’ diferente de propor e de viver experiências, atividades, jogos que contemplassem essa demanda, no sentido de os alunos resgatarem e/ou construírem esse conceitos tão pertinentes às áreas do conhecimento. Com a leitura de subsídios teóricos da professora Ana Cristina Rangel (2002) e com apoio em outros, teóricos fomos aos poucos construindo esse ‘fazer’ diferenciado. Dentro das propostas que fomos elaborando e fabricando, passamos a dar uma cara diferente para a nossa própria realidade prática.
Observamos os ganhos que os alunos tiveram e o envolvimento que esse tipo de trabalho lhes proporcionou. Nessa satisfação de ambos os lados, professores e alunos envolvidos no processo, aventuramo-nos a oferecer aos professores da escola um relato em forma de oficina focada no trabalho que havia sido proposto no Laboratório de Aprendizagem.
Todos ganhamos pelo envolvimento do grupo da escola como um todo e pelas sementinhas que despertaram o desejo de um fazer diferenciado.

2 Desenvolvimento do projeto
A história da Casa Sonolenta é excelente para a organização de um trabalho interdisciplinar que privilegie a construção dos conceitos dos quais anteriormente falamos.
Nesse projeto, exploramos a construção do número (a quantificação do total 6 com apoio na correspondência termo a termo explorando a inclusão hierárquica) e/ou as operações numéricas (fatos básicos do total 6 ou a subtração do total 6), com as crianças maiores as operações de adição com mais parcelas, a estrutura multiplicativa e suas representações na frase e no cálculo matemático; as estruturas lógicas de classificação (material do jogo classificando pela cor e pela personagem) seriação (ordem ascendente e descendente) e relações espaciais (dentro e fora, em cima e embaixo, o que vem antes e o que vem depois).
Com as propostas de escrita e interpretação, tanto orais como escritas, abordamos as questões de linguagem.
Além disso, exploramos nos jogos a reciprocidade da vida em grupo, a construção das regras e todas as relações já citadas.
Nos relatórios, a abordagem interdisciplinar se evidência na produção artística, dobraduras, escrita espontânea de palavras, frases e textos e a representação gráfica da quantidade visando à apropriação da linguagem dos signos matemáticos e das operações.


Atividades propostas



a) audição da história contada pelo professor ou como pelos alunos;
b) dramatização da história com gestos. (ênfase na oralidade);
c) interpretação oral procurando relacionar os conteúdos das diferentes áreas do conhecimento: questões sobre clima, localização da casa, personagens (animais e seres humanos), seriação (quem deitou primeiro, em segundo, etc)
d) atividade com as palavras da história:
- colocar tirinhas de papel sobre a mesa e pedir que os alunos dobrem as mesmas em oito partes iguais. Ir questionando: como é mais fácil dobrar? Deixar que os alunos expressem sua maneira de pensar;
- sortear a personagem que cada um deverá escrever na tira de papel, sendo que devem colocar uma letra em cada espaço;
- Questionar: Quantos pedaços foram usados? Quanto ficaram vazios? Por quê?
- mostrar no quadro como dá para dizer isso na matemática.
- escrever da mesma maneira as palavras que dizem como cada personagem estava dormindo. ( sorteio da personagem, mas a escrita é o jeito que cada um estava dormindo).
- embaralhar todas as palavras escritas. Questionar: o que estamos embaralhando? O que está escrito em cada tira? Quantas palavras escrevemos? Vamos montar frases com essas palavras. Cada criança vira duas das palavras e forma uma frase que contenha as duas (oralidade). O que aconteceu, foi possível montar uma frase só com as duas palavras? Ir registrando as frases lidas. Quantas frases nós montamos? Qual a frase maior e qual a menor, por quê? Propõe-se que inventem uma frase que contenha o mesmo número de palavras de outra frase registrada. Geralmente ajudam-se mutuamente nesse desafio.Vamos pensar outras maneiras de agrupar essas palavras (a professora pode sugerir diferentes formas de classificar). Poderá ser pelo número de letras, ordem alfabética, número de sílabas, maiores do que 3 letras, menores do que 5 letras, letra inicial, letra final, etc.
e) diferentes maneiras de trabalhar com o texto:
- desmontar o texto em parágrafos e os alunos, individualmente ou em duplas, devem remontar;
- numerar o texto e sortear os números. Cada aluno deve ler o parágrafo que está relacionado ao seu número (atenção e seriação).
- trazer o texto desmontado para que cada aluno leia um dos parágrafos a fim de desenhá-lo. Após, o grupo remonta o texto baseado na escrita e nos desenhos.
- Montar com dobradura a casa sonolenta. Colar tirinhas enroladas de papel crepom dentro da casa, as quais representarão as personagens, e desenhar a cama aconchegante onde todos estavam dormindo. Podem escrever o texto, colocar o nome das personagens. (noções espaciais, de ordem e de série, tamanho, noções dentro/fora, em cima embaixo, etc).
- Resolução de desafios matemáticos:
Marcar no texto todas as vezes que aparece o nome dos personagens e completar a tabela:

AVÓ MENINO CACHORRO GATO RATO PULGA


Mostrar com a matemática quantas vezes você marcou o nome dos personagens no texto. ---------------------------------------------------------------
Frase Matemática= CONTA:


- Comparar no quadro se surgirem maneiras diferentes de resolver. Aqui questionam a operação, como armar a conta, como somar e chegar ao resultado.

f) Jogos com as personagens da Casa sonolenta.
- Jogo do polígrafo para o I ciclo. ( Ana Cristina Rangel )
- Jogo de memória para o II ciclo.
a) Vira duas cartas, se alguma for da cor correspondente pega para si, se não for da cor fecha no lugar onde estava. Questões:
Quem já pegou mais personagens? Quem pegou menos? Quantos a mais tu pegaste em relação a fulano? E o fulano em relação a ...... Quem já apareceu mais vezes no jogo?
Se já saiu 3 avós e são 5 cenários, quantas ainda avós restam para sair? Vamos anotar essa frase matemática que nós falamos, todos participam.
Quantas vezes já apareceu o cachorro nos cenários? Quem sabe dizer quantas patas de cachorro tem nas casinhas? Vamos falar isso na matemática. Pode ser com números ou escrevendo com palavras.

b) jogo em que são sorteados os nomes das personagens (vários nomes repetidos) e atribuídos pontos para cada personagem: avó e menino valem 10, cachorro e gato valem 5, rato e pulga valem 1. A criança sorteia dois nomes e pode pegar as personagens correspondentes para ir montando o seu cenário. À medida que vai compondo com suas personagens é desafiada a pensar e registrar quantos pontos já conseguiu obter, novamente surgem as questões: quem tem mais, quem tem menos, a mais e / ou a menos, etc. Ganha o jogo quem montar o cenário primeiro e conseguir com isso mais pontos.

g) Atividades escritas que podem ser propostas além das que já foram apresentadas:

- pense outro jeito de terminar a história.

- marque apenas o quadro em que as personagens se encontram na sequência certa da história:


Pulga Pulga Pulga
Rato Rato Rato
Gato Gato Cachorro
Cachorro Cachorro Gato
Avó Menino Menino
Menino Avó Avó

- desenhe retângulos pensando no tamanho dos personagens da história.


3 Finalizando

O trabalho proposto serviu como amostragem das diferentes formas de aprendizagem usadas dentro de um mesmo contexto educacional, sendo as histórias infantis um suporte lúdico e de contextualização, dando sentido às diferentes aprendizagens da educação formal.

Veja o texto que foi trabalhado com as crianças:
A Casa Sonolenta
(Andrey Wood)

"Era uma vez uma casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Nessa casa tinha uma cama, uma cama aconchegante, numa casa sonolenta,
onde todos viviam dormindo.
Nessa casa tinha uma avó, uma avó roncando, numa cama aconchegante,
numa casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Em cima dessa avó tinha um menino, um menino sonhando, em cima
de uma avó roncando, numa casa aconchegante, numa casa sonolenta,
onde todos viviam dormindo.
Em cima desse menino tinha um cachorro, um cachorro cochilando,
em cima de um menino sonhando, em cima de uma avó roncando,
numa casa aconchegante, numa casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Em cima desse cachorro, tinha um gato. Um gato resonando, em cima do
um cachorro cochilando, em cima de um menino sonhando, em cima de
uma avó rocando, numa casa aconchegante, numa casa sonolenta,
onde todos viviam dormindo.
Em cima desse gato tinha um rato, um rato dormitando, em cima de
um gato resonando, em cima do um cachorro cochilando, em cima
de um menino sonhando, em cima de uma avó rocando, numa casa
aconchegante, numa casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Em cima desse gato tinha uma pulga....
Seria possível?
Uma pulga acordada, em cima de um rato dormitando, um gato resonando,
em cima do um cachorro cochilando, em cima de um menino sonhando,
em cima de uma avó rocando, numa casa aconchegante,
numa casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Uma pulga acordada que picou o rato, que assustou o gato,
que arranhou o cachorro, que caiu sobre o menino, quem deu
um susto na avó, que quebrou a cama, numa casa sonolenta,
onde ninguém mais estava dormindo.

Jacqueline de Freitas Rosa
Marisa de Fátima Barros
Zilá do Carmo Alves de Alves


Referências

RANGEL, Ana Cristina. Matemática da Minha Vida. Belo Horizonte: FAPE, 2002.

WOOD, Audrey. A Casa Sonolenta. São Paulo: Ática, 

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